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O site está pronto, o cliente aprovou e a vontade é de colocar no ar agora. É exatamente nesse momento que nascem os problemas que você vai descobrir dois meses depois: a página que o Google nunca indexou, o formulário que nunca enviou nada, o certificado que expirou sem aviso.

Este checklist cobre os 20 itens que separam um lançamento tranquilo de uma sequência de incêndios. Vá marcando — leva cerca de duas horas e economiza semanas.

Resposta rápida: o que conferir antes de colocar um site no ar?

Quatro blocos, nessa ordem: técnico (SSL, backup, velocidade, redirecionamentos), SEO (indexação liberada, títulos, sitemap, Search Console), funcional (formulários, links, mobile, checkout) e legal (LGPD, política de privacidade, cookies). O erro mais comum e mais caro é esquecer a opção “desencorajar mecanismos de busca” ligada — o site fica invisível no Google por meses.

Os quatro blocos do checklist de lancamento de site
Os quatro blocos do checklist: técnico, SEO, funcional e legal

Bloco 1 — Técnico

☐ 1. Certificado SSL ativo nas quatro variações

Teste o site com e sem www, em http e https. As quatro devem levar à mesma versão final, com cadeado. Se alguma der erro ou aviso de segurança, o redirecionamento está incompleto.

☐ 2. Redirecionamento canônico definido

Escolha uma versão principal (normalmente https://seusite.com.br) e redirecione as outras três com 301. Sem isso, o Google vê quatro sites diferentes com conteúdo idêntico.

☐ 3. Backup automático funcionando

Não basta estar ativado: restaure um arquivo para testar. Backup que nunca foi testado não é backup, é esperança. Boas hospedagens já incluem backup diário com restauração em um clique.

☐ 4. Velocidade medida e aceitável

Rode o PageSpeed Insights nas três páginas mais importantes. O número que mais importa é o tempo de resposta do servidor (TTFB): acima de 600 ms, nenhum plugin de cache resolve — o problema é a hospedagem.

Se for esse o caso, resolva antes do lançamento. Uma hospedagem otimizada para WordPress como a Hostinger já entrega LiteSpeed, cache no servidor, CDN e data center no Brasil — e migrar depois do lançamento é bem mais trabalhoso do que começar certo.

☐ 5. Domínio no nome do dono

Confira no WHOIS: o domínio precisa estar registrado no CPF ou CNPJ do cliente, com o e-mail dele. Domínio no nome da agência é a receita para um conflito futuro. Se ainda não foi registrado, use um registrador com preço de renovação transparente e privacidade incluída, como a Namecheap.

☐ 6. E-mail profissional funcionando

Envie e receba uma mensagem de teste no endereço @seudominio. E confirme os registros SPF, DKIM e DMARC — sem eles, os seus e-mails caem no spam dos clientes.

Bloco 2 — SEO

☐ 7. Indexação LIBERADA

Este é o item que mais derruba lançamento no Brasil. No WordPress, vá em Configurações → Leitura e confirme que a caixa “Sugerir aos mecanismos de busca que não indexem este site” está desmarcada.

Ela é marcada durante o desenvolvimento e esquecida no lançamento. O resultado é um site invisível no Google por meses — e ninguém descobre até alguém perguntar por que não aparece nada.

☐ 8. Robots.txt correto

Acesse seusite.com.br/robots.txt e confirme que não há um Disallow: / bloqueando tudo.

☐ 9. Sitemap XML gerado e enviado

Confirme que seusite.com.br/sitemap_index.xml responde e envie a URL no Google Search Console.

☐ 10. Títulos e meta descriptions únicos

Toda página precisa de título próprio. Títulos duplicados ou no padrão “Página inicial – Meu Site” desperdiçam o espaço mais valioso do resultado de busca.

☐ 11. Search Console e Analytics configurados

Verifique a propriedade no Search Console (de preferência por DNS, que cobre todos os subdomínios) e confirme que o Analytics está registrando visitas — teste acessando o site em uma aba anônima.

☐ 12. Imagens otimizadas e com texto alternativo

Nenhuma imagem acima de 300 KB. Converta para WebP e preencha o alt de todas — é acessibilidade e SEO de imagem ao mesmo tempo.

☐ 13. Imagem de compartilhamento (Open Graph)

Teste colar o link do site no WhatsApp. Se aparecer sem imagem, falta a tag og:image — ou a imagem está pesada demais (acima de ~300 KB o WhatsApp descarta) ou fora da proporção 1200×630.

Bloco 3 — Funcional

☐ 14. Todos os formulários testados de verdade

Envie cada formulário e confirme que a mensagem chegou na caixa de entrada — não apenas que apareceu a mensagem de sucesso na tela. Teste também o e-mail de confirmação automática, se houver.

☐ 15. Nenhum link quebrado

Rode um verificador de links. Preste atenção especial aos links de menu e de rodapé, que aparecem em todas as páginas.

☐ 16. Testado em celular de verdade

Não basta o modo responsivo do navegador. Abra em um celular real e confira: os botões são tocáveis, o texto é legível sem zoom, o menu abre e fecha, o formulário é preenchível com o teclado virtual aberto.

☐ 17. Página 404 personalizada

Com link para a home e para o conteúdo principal. Uma 404 em branco perde o visitante de vez.

☐ 18. Se for loja: compra de teste completa

Faça um pedido real de ponta a ponta: carrinho, frete, pagamento, e-mail de confirmação e registro do pedido no painel. Teste pelo menos duas formas de pagamento.

Bloco 4 — Legal (LGPD)

☐ 19. Política de privacidade publicada

Descrevendo quais dados você coleta, para quê, com quem compartilha e como a pessoa exerce os direitos dela. O WordPress tem um gerador nativo em Configurações → Privacidade.

☐ 20. Banner de cookies com bloqueio real

A LGPD adota o modelo opt-in: scripts de rastreamento (Analytics, pixels) precisam ficar bloqueados até o aceite. Um banner que apenas avisa, sem bloquear nada, não cumpre a lei.

Erros mais comuns no lancamento de um site
Os três erros que mais aparecem: indexação bloqueada, formulário mudo e backup não testado

Depois do lançamento: a primeira semana

O trabalho não acaba ao clicar em publicar. Na primeira semana:

  • Dia 1: peça a indexação da home no Search Console e confirme que o Analytics registra visitas reais.
  • Dia 3: confira o relatório de cobertura do Search Console — erros de rastreamento aparecem rápido.
  • Dia 7: pesquise site:seudominio.com.br no Google. Se nada aparecer, volte ao item 7.

A partir daí, vale acompanhar a evolução com uma ferramenta de SEO como a Semrush: ela roda uma auditoria técnica completa do site recém-lançado e aponta de uma vez os problemas que o Search Console demora semanas para revelar — páginas órfãs, títulos duplicados, redirecionamentos em cadeia.

Perguntas frequentes

Quanto tempo depois do lançamento o site aparece no Google?

A home costuma ser indexada em poucos dias; o site inteiro, em algumas semanas. Enviar o sitemap e pedir a indexação manual acelera bastante o processo.

Preciso avisar o Google que lancei um site novo?

Não é obrigatório, mas ajuda. Verifique a propriedade no Search Console, envie o sitemap e peça a indexação da página inicial.

Posso lançar sem política de privacidade?

Não deveria. Se o site coleta qualquer dado — até um formulário de contato ou o Analytics —, a LGPD se aplica. É um documento simples de produzir e evita exposição desnecessária.

O que fazer se o site já foi lançado sem esse checklist?

Rode o checklist assim que possível, começando pelos itens 7, 14 e 3 (indexação, formulários e backup). São os três que causam o maior prejuízo quando falham silenciosamente.

Vale lançar aos poucos ou tudo de uma vez?

Para sites pequenos, tudo de uma vez. Para projetos grandes, lançar por etapas é mais seguro — mas garanta que as páginas ainda não publicadas estejam com noindex, não bloqueadas no robots.txt.

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